Antonio Gonzales

Ser disciplinado com os investimentos é uma grande fortaleza, diz o chefe de private banking do J.P Morgan Brasil

Antonio Gonzales, chefe de private banking do J.P. Morgan Brasil, acumula 17 anos de experiência na gestão de grandes fortunas, sendo 7 deles em Nova York, no atendimento a famílias brasileiras com pelo menos US$ 5 milhões para investir.  Começou na instituição como analista de crédito, depois de uma experiência de cinco anos no Citibank. E, rapidamente, ganhou uma profunda compreensão das necessidades e aspirações financeiras das famílias com grandes fortunas. 

“No private banking, não basta ter os soft skills e dominar a parte analítica, é preciso gostar de ouvir as pessoas, entender a situação e o momento de vida de cada um”, afirma o engenheiro formado pela Universidade de São Paulo.  Outra característica é a discrição. Nesse nicho de mercado, é essencial preservar o cliente, o que ajuda a explicar a exposição limitada de Gonzales na mídia.

Com um time de 70 profissionais distribuídos entre Nova York, Miami, Genebra, São Paulo e Zurique, Gonzalez e sua equipe oferecem um atendimento customizado para todos os clientes.  “A abordagem do banco é personalizada e altamente exclusiva, com equipes de especialistas focadas em compreender as situações únicas de cada cliente e fornecer soluções financeiras que atendam às suas necessidades específicas”, explica. “Dificilmente, vamos sugerir os mesmos produtos para duas famílias diferentes.”

Um eixo central é a compreensão das diferentes fases das famílias empresárias, desde aquelas que estão gerenciando ativamente seus negócios até as que estão considerando o legado a ser deixado às gerações futuras.  Segundo ele, as demandas costumam ser comuns, pois a maioria das famílias empresários passou 100% do tempo com foco no negócio. Por isso, o trabalho de assessoria financeira começa pela governança familiar, estruturação e análise de investimentos, conforme o perfil de cada um. 

“Uma vez traçado o plano de investimentos, alinhado com o apetite ao risco e com os objetivos de retorno, é preciso ter disciplina para executar o plano traçado”, afirma. Para ele, a melhor maneira de perpetuar o patrimônio, é diversificando os investimentos.

Nos últimos anos, ele percebe um interesse maior dos clientes em incorporar às suas carteiras, de maneira gradual, investimentos que adotam os critérios ESG (ambiental, social e governança). Para antecipar-se a essa tendência, são 0ferecidas alternativas que não comprometam a rentabilidade futura. “Mostramos aos clientes que é possível abraçar critérios ESG sem sacrificar a lucratividade a longo prazo”.

Assim, a equipe de Antonio Gonzales está sempre avaliando temas como transição energética, inclusão social e segurança alimentar, adaptando-se de maneira proativa para atender às necessidades dos clientes para além da rentabilidade do investimento.